Doze vitórias, nenhuma taça: o ano em que o dono da liga aprendeu a perder
Catorze rodadas, uma final e a mesma conclusão de sempre: nesta liga, fazer ponto e ganhar taça são duas profissões diferentes.
O Baconators ganhou doze dos catorze jogos da temporada regular. Doze. Fez cerca de 1.800 pontos e sofreu 1.485, liderou de ponta a ponta e chegou nos playoffs como favorito de todo mundo — inclusive dele mesmo. Terminou em terceiro. Levou a disputa de terceiro lugar, que é o troféu que ninguém pendura na parede.
O Bisteca Lombos Patriots passou o ano inteiro em segundo. Segundo na tabela, segundo em pontos, segundo em tudo que dava para ser segundo. Aí chegou o dia que contava e bateu o Toucinho na final. Não foi o melhor time de 2025 — foi o time que estava certo na semana certa, que é uma habilidade que ninguém treina e todo mundo inveja.
O Toucinho fez quase 1.900 pontos, mais que qualquer outro. Terminou a temporada regular em quarto, com 8–6, três posições abaixo do que os pontos mandavam. E deixou 853 pontos no banco no acumulado do ano, o maior desperdício da liga, com cinco Cemitérios de Craques na conta. Perdeu a final. Não precisa de mais nada: o time mais forte do ano perdeu para si mesmo antes de perder para alguém.
Na semana 12 o zuzahawks bateu o Bacon Smashers por 0,02 ponto. Dois centésimos. Uma casa decimal separou vitória de derrota. E o Bacon Smashers já tinha levado a maior goleada do ano sete semanas antes, 193,66 a 109,54 do lucasrbtsantos. Levar as duas pontas da mesma régua na mesma temporada é uma forma rara de azar, e ele conseguiu.
O zuzahawks fechou 2025 com 17 pontos de vergonha, o maior número da liga, cinco deles de Cemitério de Craques. Na semana 3 ele deixou 98,22 pontos sentados no banco, recorde da temporada. E terminou a temporada regular em terceiro, com 9–5, e ainda ganhou a disputa de quinto lugar nos playoffs. Alguém me explique.
O Green Baycon fez pouco menos de 1.700 pontos, número de meio de tabela, e sofreu 1.931 — de longe o maior da liga. Quatro Vexames no ano. Terminou 5–9 sem ter feito nada de muito errado além de existir no calendário errado. Já o Contagens Torresmo fez 59,40 numa semana 10 que ele deve querer esquecer: a menor pontuação do ano, por uma distância confortável.
No fim, quem levou a taça não foi quem fez mais pontos, nem quem ganhou mais jogos, nem quem escalou melhor. Foi quem estava de pé em dezembro. Guardem essa, que em 2026 vocês vão repetir tudo igualzinho.